Não tem café, nem chocolate. Tem uma vontade imensa de escrever e escrever sem cessar. Porque minha vida é assim. Com café, sem café, com chocolate, sem chocolate. Minha vida é doce, ligadona, cheia de cafeína. Às vezes é paradona, sem graça. Mas sempre tem um brilho. Um brilho de amor, paixão. Pela vida, pelas pessoas que estão sempre comigo. E por aquelas que já se foram. E pelas que vão chegar. Ainda.
Não sou dona da verdade, muito menos dona de alguma coisa. Sim, eu pertenço a alguns lugares, pessoas, espaços. E posso até dizer que possuo também. Mas prefiro dizer que vivo. Simplesmente. Vivo com a força de quem quer correr uma maratona; com a força de quem quer superar medos. Tento superar os meus. E às vezes consigo. Outras, não.
O doce, a vida, o amor. Só quem sente e que sabe a alegria de viver ao lado da pessoa querida. Amada. Desejada.
Esses dias não foram tão fáceis, crescer dói. Não tem como crescer sem sentir. É natural. É viver. Mas os dias difíceis são uma base, uma estrutura, uma rocha, pedra de aço para os dias bons. É o que sustenta. O dia ruim ensina para o dia bom. E a gente aprende sem querer e nem perceber. Engraçado isso.
Crescer é mostrar ao mundo que alguma coisa deu certo. O crescimento, o cabelo branco, os quilinhos extras. Alguma coisa é sempre boa. E maravilhosa. E desejável.
Quem ama, quem cresce, quem deseja, sempre tem algo bom para contar aos netinhos. E fico feliz por estar junto ao meu amor por seis anos. E seis, e seis e outros 7.
O que são seis anos perto dos outros trocentos que quero viver ao seu lado?
Te amo, meu amor. Te amo.

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