Sei que não posso parar, mas não ando



Eu ando e sei que não posso parar. Talvez é a brisa que cai lá fora, em pleno dia. Mas como cai uma brisa em pleno dia? Não sei. Sei que não posso competir com meu outro eu que insiste em pegar o livro e correr. Corre, moço, corre. Dança e pula. E grita. Já reparou o tanto que digo grito? Digo grito, digo grito. E danço como se não pudesse parar. Que chato, descontente, saudade do cheiro de café da vizinha debaixo. Mas agora não tenho vizinha em baixo, pois moro no primeiro andar. Droga. Droga sem café que no fim das contas é droga, mas que não é proibido porque não dá lucro como as outras drogas dão. Estranho. Estranho é sentar, ficar o dia todo aí, olhando, sem fazer nada. Levanta a bunda dessa cadeira e vá fazer algo da sua vida. Que vida? Quem fica assim já não tem vida, não tem sopro, nem gosto. Prefiro assim, sem gosto. Porque não posso fazer nada a não ser reclamar. Meu pesar.
E sempre que penso no que devo fazer lembro logo do que fiz. E vejo que fiz muita coisa, mas que ainda quero fazer o dobro, triplo. Quem sabe eu viva 80 anos. Assim já estará bom o suficiente para que eu me mova sobre as estrelas. Ou melhor, sob as estrelas. Não acredito que vá passar daquela altura. Talvez eu fique muito embaixo. A sete palmos. 
Mas isso é assunto para muitos anos a partir de hoje. Partir, ir. Vou-me.

Nem tudo



Nem tudo é sempre do jeito que você quer
nem tudo é dolorido, machucado, machucante
provocante

nem tudo é verde, azul, preto
nem tudo branco

nem tudo é colorido
nem tudo é sem graça

nem tudo são flores, amores
nem dores

Nem tudo é muito
Nem tudo é suficiente
Nem tudo é tão bom quanto a gente sente

Mas tudo é maravilha
quadrilha
espartilho

quando se tem um amor.

Declaração - vida, amor.

Não tem café, nem chocolate. Tem uma vontade imensa de escrever e escrever sem cessar. Porque minha vida é assim. Com café, sem café, com chocolate, sem chocolate. Minha vida é doce, ligadona, cheia de cafeína. Às vezes é paradona, sem graça. Mas sempre tem um brilho. Um brilho de amor, paixão. Pela vida, pelas pessoas que estão sempre comigo. E por aquelas que já se foram. E pelas que vão chegar. Ainda.

Não sou dona da verdade, muito menos dona de alguma coisa. Sim, eu pertenço a alguns lugares, pessoas, espaços. E posso até dizer que possuo também. Mas prefiro dizer que vivo. Simplesmente. Vivo com a força de quem quer correr uma maratona; com a força de quem quer superar medos. Tento superar os meus. E às vezes consigo. Outras, não.

O doce, a vida, o amor. Só quem sente e que sabe a alegria de viver ao lado da pessoa querida. Amada. Desejada.

Esses dias não foram tão fáceis, crescer dói. Não tem como crescer sem sentir. É natural. É viver. Mas os dias difíceis são uma base, uma estrutura, uma rocha, pedra de aço para os dias bons. É o que sustenta. O dia ruim ensina para o dia bom. E a gente aprende sem querer e nem perceber. Engraçado isso.

Crescer é mostrar ao mundo que alguma coisa deu certo. O crescimento, o cabelo branco, os quilinhos extras. Alguma coisa é sempre boa. E maravilhosa. E desejável.

Quem ama, quem cresce, quem deseja, sempre tem algo bom para contar aos netinhos. E fico feliz por estar junto ao meu amor por seis anos. E seis, e seis e outros 7.

O que são seis anos perto dos outros trocentos que quero viver ao seu lado?

Te amo, meu amor. Te amo.

Para passar no vestibular, vá para o bar



Acho que não escrevi sobre isso antes, mas meu pai nerd, que passou no vestibular para Ciências Econômicas na UFG no início de 2009, largou o curso 2 meses após o início. Não gostou, não se adaptou e trabalhava o dia todo e ainda tinha que ir para a faculdade, lá no fim do mundo que é aquele campus 2 da UFG. Poucos obstáculos? Na época ele tinha 45 anos...

Esse ano ele tentou vestibular no meio do ano. Meio que desprentensiosamente, se inscreveu para o curso de Engenharia Mecânica, no IFGO (antigo CEFET-GO, onde ele concluiu o curso - tecnológico - superior de Redes de Comunicação). A prova aconteceu num domingo de julho e no sábado, pasmem, ele saiu com minha mãe e chegou bebim da silva, às 04 da matina.

Acordou lá pras 11 horas do domingo, comeu e foi fazer a prova, às 15h. Voltou meio triste, com prova em mãos, dizendo que não ia passar, afinal dessa vez não estudara nadica de nada. Nem leu, nem abriu um livro sequer.

Eu disse: se meu pai passar nesse vestibular eu vou provar ao mundo que é possível passar no vestibular sem estudar. E estou aqui provando... Ele passou.

Não passou hiper bem colocado, convenhamos. Mas passou. E em agosto começa seu 4º curso superior (dos quais ele terminou somente um. Os outros foram largados por vários motivos (o primeiro eu que atrapalhei, porque nasci; o outro foi porque era na UFG hiper longe e o outro também). E torço para que esse dê certo, afinal o curso é matutino, um plus a mais.

E eu fiquei felizona da vida! Como todos ficaram, claro... família toda orgulhosa. E não se esqueçam: quer passar no vestibular? Vá para o bar um dia antes e pronto.

De Blog em Blog - Paz

Se preciso de paz, paz terei. Mas se não quero ter a tal paz, paz não terei. E a briga é eterna. Entre mim e a paz. Que paz? O que significa essa palavrinha de 3 letras? Eu não sei. Tenho medo... e choro só de pensar que ficar sem paz é ruim e faz sofrer. Paz. Quero a minha paz. Aquela que eu perdi, que eu deixei no berço desde que dele saí.
Minha paz? Um bolo de chocolate cheio de sabor.


---------------------------------------
Leia mais em:
Lucão - Abra o Bico
Raquel - Pensado e Contado
Mah Silveira - Geny Fiorella
Dai - Baú da Maya
Emerson - Pensamentos Diretos
Neide - Pensamentos de uma Sonhadora
Maria Gabriela: Lugar de Maria

Não sou um deus


Não sou um deus

sou um des


ocupado
atarefado
complicado

e ando por aí sem pai nem mão-mãe-MAO

Hoje


Hoje não vou mais chorar, nem gritar, nem dançar
Há tempos não grito
Há tempos não danço
E a vida me leva para onde não sei se quero ir

Um chocolate, um sanduíche e a vida escorre pelas mãos
de quem come
de quem passa fome
de quem voa

Um abraço, um carinho, uma vida
de felicidade
de tristeza
de paixão

Eu corro
porque isso é a única coisa que quero fazer agora.

Like it should... 
i cannot play a lullaby like it should.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sei que não posso parar, mas não ando



Eu ando e sei que não posso parar. Talvez é a brisa que cai lá fora, em pleno dia. Mas como cai uma brisa em pleno dia? Não sei. Sei que não posso competir com meu outro eu que insiste em pegar o livro e correr. Corre, moço, corre. Dança e pula. E grita. Já reparou o tanto que digo grito? Digo grito, digo grito. E danço como se não pudesse parar. Que chato, descontente, saudade do cheiro de café da vizinha debaixo. Mas agora não tenho vizinha em baixo, pois moro no primeiro andar. Droga. Droga sem café que no fim das contas é droga, mas que não é proibido porque não dá lucro como as outras drogas dão. Estranho. Estranho é sentar, ficar o dia todo aí, olhando, sem fazer nada. Levanta a bunda dessa cadeira e vá fazer algo da sua vida. Que vida? Quem fica assim já não tem vida, não tem sopro, nem gosto. Prefiro assim, sem gosto. Porque não posso fazer nada a não ser reclamar. Meu pesar.
E sempre que penso no que devo fazer lembro logo do que fiz. E vejo que fiz muita coisa, mas que ainda quero fazer o dobro, triplo. Quem sabe eu viva 80 anos. Assim já estará bom o suficiente para que eu me mova sobre as estrelas. Ou melhor, sob as estrelas. Não acredito que vá passar daquela altura. Talvez eu fique muito embaixo. A sete palmos. 
Mas isso é assunto para muitos anos a partir de hoje. Partir, ir. Vou-me.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Nem tudo



Nem tudo é sempre do jeito que você quer
nem tudo é dolorido, machucado, machucante
provocante

nem tudo é verde, azul, preto
nem tudo branco

nem tudo é colorido
nem tudo é sem graça

nem tudo são flores, amores
nem dores

Nem tudo é muito
Nem tudo é suficiente
Nem tudo é tão bom quanto a gente sente

Mas tudo é maravilha
quadrilha
espartilho

quando se tem um amor.

domingo, 25 de julho de 2010

Declaração - vida, amor.

Não tem café, nem chocolate. Tem uma vontade imensa de escrever e escrever sem cessar. Porque minha vida é assim. Com café, sem café, com chocolate, sem chocolate. Minha vida é doce, ligadona, cheia de cafeína. Às vezes é paradona, sem graça. Mas sempre tem um brilho. Um brilho de amor, paixão. Pela vida, pelas pessoas que estão sempre comigo. E por aquelas que já se foram. E pelas que vão chegar. Ainda.

Não sou dona da verdade, muito menos dona de alguma coisa. Sim, eu pertenço a alguns lugares, pessoas, espaços. E posso até dizer que possuo também. Mas prefiro dizer que vivo. Simplesmente. Vivo com a força de quem quer correr uma maratona; com a força de quem quer superar medos. Tento superar os meus. E às vezes consigo. Outras, não.

O doce, a vida, o amor. Só quem sente e que sabe a alegria de viver ao lado da pessoa querida. Amada. Desejada.

Esses dias não foram tão fáceis, crescer dói. Não tem como crescer sem sentir. É natural. É viver. Mas os dias difíceis são uma base, uma estrutura, uma rocha, pedra de aço para os dias bons. É o que sustenta. O dia ruim ensina para o dia bom. E a gente aprende sem querer e nem perceber. Engraçado isso.

Crescer é mostrar ao mundo que alguma coisa deu certo. O crescimento, o cabelo branco, os quilinhos extras. Alguma coisa é sempre boa. E maravilhosa. E desejável.

Quem ama, quem cresce, quem deseja, sempre tem algo bom para contar aos netinhos. E fico feliz por estar junto ao meu amor por seis anos. E seis, e seis e outros 7.

O que são seis anos perto dos outros trocentos que quero viver ao seu lado?

Te amo, meu amor. Te amo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Para passar no vestibular, vá para o bar



Acho que não escrevi sobre isso antes, mas meu pai nerd, que passou no vestibular para Ciências Econômicas na UFG no início de 2009, largou o curso 2 meses após o início. Não gostou, não se adaptou e trabalhava o dia todo e ainda tinha que ir para a faculdade, lá no fim do mundo que é aquele campus 2 da UFG. Poucos obstáculos? Na época ele tinha 45 anos...

Esse ano ele tentou vestibular no meio do ano. Meio que desprentensiosamente, se inscreveu para o curso de Engenharia Mecânica, no IFGO (antigo CEFET-GO, onde ele concluiu o curso - tecnológico - superior de Redes de Comunicação). A prova aconteceu num domingo de julho e no sábado, pasmem, ele saiu com minha mãe e chegou bebim da silva, às 04 da matina.

Acordou lá pras 11 horas do domingo, comeu e foi fazer a prova, às 15h. Voltou meio triste, com prova em mãos, dizendo que não ia passar, afinal dessa vez não estudara nadica de nada. Nem leu, nem abriu um livro sequer.

Eu disse: se meu pai passar nesse vestibular eu vou provar ao mundo que é possível passar no vestibular sem estudar. E estou aqui provando... Ele passou.

Não passou hiper bem colocado, convenhamos. Mas passou. E em agosto começa seu 4º curso superior (dos quais ele terminou somente um. Os outros foram largados por vários motivos (o primeiro eu que atrapalhei, porque nasci; o outro foi porque era na UFG hiper longe e o outro também). E torço para que esse dê certo, afinal o curso é matutino, um plus a mais.

E eu fiquei felizona da vida! Como todos ficaram, claro... família toda orgulhosa. E não se esqueçam: quer passar no vestibular? Vá para o bar um dia antes e pronto.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

De Blog em Blog - Paz

Se preciso de paz, paz terei. Mas se não quero ter a tal paz, paz não terei. E a briga é eterna. Entre mim e a paz. Que paz? O que significa essa palavrinha de 3 letras? Eu não sei. Tenho medo... e choro só de pensar que ficar sem paz é ruim e faz sofrer. Paz. Quero a minha paz. Aquela que eu perdi, que eu deixei no berço desde que dele saí.
Minha paz? Um bolo de chocolate cheio de sabor.


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Leia mais em:
Lucão - Abra o Bico
Raquel - Pensado e Contado
Mah Silveira - Geny Fiorella
Dai - Baú da Maya
Emerson - Pensamentos Diretos
Neide - Pensamentos de uma Sonhadora
Maria Gabriela: Lugar de Maria

terça-feira, 13 de julho de 2010

Não sou um deus


Não sou um deus

sou um des


ocupado
atarefado
complicado

e ando por aí sem pai nem mão-mãe-MAO

sábado, 10 de julho de 2010

Hoje


Hoje não vou mais chorar, nem gritar, nem dançar
Há tempos não grito
Há tempos não danço
E a vida me leva para onde não sei se quero ir

Um chocolate, um sanduíche e a vida escorre pelas mãos
de quem come
de quem passa fome
de quem voa

Um abraço, um carinho, uma vida
de felicidade
de tristeza
de paixão

Eu corro
porque isso é a única coisa que quero fazer agora.

Like it should... 
i cannot play a lullaby like it should.