30/01/2012

5ª Mostra de Cinema o Amor, a Morte e as Paixões e outros filmes

Goiânia recebe de livros e filmes abertos a mostra que mais me interessou nos últimos 3 anos. Digo 3 anos porque tem esse tempo que voltei a morar na minha cidade natal. Já assisti mostra de filmes franceses, italianos, festicine etc., mas nenhum desses eventos foi tão incisivo no título e na escolha dos roteiros. Unir amor, morte e paixão é algo que me instiga demais.

A mostra teve início no dia 26 e só consegui ir no domingo. Vi As Flores de Kirkuk, um longa coproduzido por Itália, Suíça e Iraque. As companhias ajudaram a não dormir mais de 1h40 minutos. O restante, só meu inconsciente viu.

:: Impressões


O filme tem uma história meio clichê, mas como é uma história de amor, gosto mesmo assim. Só que não senti emoção nenhuma, por isso dormi. Roteiros bons e uma direção impecável nos deixam acordados, independente da hora que for. As Flores de Kirkuk não tinha nenhum nem outro. O que mais marcou foi saber a brutalidade com que as mulheres iranianas e curdas são tratadas. E como eu não desejaria viver naquele país sem árvores, sem ventilação, sem vida.

E não teve cena nenhuma, das poucas que vi, capaz de me dar aquele frio na espinha, aquela vontade de chorar. Mas se tiver interesse, veja o trailer:


:: Prefiro o ADAM!


Cheguei em casa após um soninho gostoso no ombro do meu marido e resolvi assistir Adam. Para quem não conhece esse longa de 2009, trata-se de uma história de amor impressionante. Mas se eu contar estraga! Então já para a locadora.


Cheiro de banana

Cheguei em casa e coloquei uma banana nanica numa panela com água fervente. Depois de alguns minutos, aquilo vira um doce bom demais da conta. E sem açúcar. Só que aqui está tão quente que acabei desistindo da fruta-doce. Mas o que me inebriou foi o cheiro que tomou conta da casa calorenta e sem ventilação. E aqui ventila muito, mas não hoje.

Talvez o Deus Óleo resolveu dormir, passear, tirou férias e esqueceu que nós, seres humanos, precisamos respirar. E desde que o deus do vento se esqueceu de trabalhar, prefiro chuva, frio, o que quer que seja melhor e mais fresco. Por isso o doce fica pra um a próxima vez... Enquanto isso, no cerrado:

26/01/2012

Arrepie-se

Há coisas que precisam ser ditas
para que sintamos tudo com mais intensidade.



A letra da versão de Criolo:

Cálice

Como ir pro trabalho sem levar um tiro
Voltar pra casa sem levar um tiro
Se as três da matina tem alguém que frita
E é capaz de tudo pra manter sua brisa

Os saraus tiveram que invadir os botecos
Pois biblioteca não era lugar de poesia
Biblioteca tinha que ter silêncio,
E uma gente que se acha assim muito sabida

Há preconceito com o nordestino
Há preconceito com o homem negro
Há preconceito com o analfabeto
Mais não há preconceito se um dos três for rico, pai.

A ditadura segue meu amigo Milton
A repressão segue meu amigo Chico
Me chamam Criolo e o meu berço é o rap
Mas não existe fronteira pra minha poesia, pai.

Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai
Pois na quebrada escorre sangue,pai.
Pai
Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai.
Pois na quebrada escorre sangue.